Bárbara Reis — Design 3D para Ciência e Medicina

Na análise de variantes genéticas, a predição automática de ferramentas como Franklin e Varsome até ajuda, mas resta sempre a mesma pergunta: quão acurada é essa classificação?

Nenhuma predição substitui o raciocínio clínico por trás de cada critério.

role para entender por que isso acontece ↓

O problema não está na ferramenta de predição. Está na complexidade do sistema de classificação.

Classificar uma variante segundo os critérios ACMG/AMP não é aplicar uma fórmula, é avaliar dezenas de critérios (BS1, PM2, PP3, entre outros), cada um com regras próprias sobre frequência populacional, evidência funcional, segregação familiar, correspondência fenotípica. Cada critério pesa diferente dependendo do contexto clínico do caso, e é exatamente esse peso contextual que uma predição automatizada estrutura mal.

Some a isso a forma como a informação de apoio está organizada: resumos longos, sites diferentes para cada tipo de evidência, cada recurso com sua própria lógica de acesso. Na prática, o trabalho de classificar uma variante frequentemente se torna também o trabalho de reunir informação espalhada, antes mesmo de aplicar o raciocínio clínico que o caso pede.

Diante disso, fui atrás de entender o sistema a fundo, não para explicar aos outros, mas para aplicar melhor no meu próprio trabalho.

Quanto mais eu estudava os critérios ACMG/AMP, mais claro ficava que o problema não era falta de conhecimento disponível, e sim a falta de uma forma de organizar esse conhecimento de um jeito que fizesse sentido na prática. Dezenas de critérios, cada um com suas próprias regras, disputando espaço na mesma decisão.

Precisei criar uma lógica só para eu conseguir entender, memorizar e aplicar os critérios com confiança, antes de qualquer ideia de que isso pudesse virar algo além de uma ferramenta pessoal de estudo.

Sou Bárbara Reis, médica dedicada ao diagnóstico genômico de erros inatos da imunidade.

Atuo na linha de frente da genômica clínica, revisando exomas e genomas e participando de reanálises pela Rede Nacional de Genômica em Erros Inatos da Imunidade, além de acompanhar pacientes com suspeita dessas condições. Classificar variantes segundo os critérios ACMG/AMP não é um exercício acadêmico para mim, é parte do trabalho que sustenta decisões clínicas reais.

Então passei a estruturar, desenhar e testar algo que funcionasse de verdade para o meu próprio raciocínio e aprendizado sobre a aplicação dos critérios de classificação de variantes. Peça por peça, tudo foi se encaixando.

Foi assim que nasceu o VariClass.

Vídeo de lançamento do VariClass

Um dodecaedro tátil, doze faces, cada uma com um propósito. Dez faces reúnem os grupos de evidência dos critérios ACMG/AMP de forma lógica. Uma traz uma tag NFC que, ao ser escaneada pelo celular, direciona a um manual completo, com resumo dos critérios, observações práticas sobre a aplicação, artigos relevantes, ferramentas e links úteis organizados em um só lugar. A última resume visualmente a estratégia de pontuação bayesiana usada na classificação final.

Da evidência à classificação, cada face guia o raciocínio até a decisão.

VariClass — Da evidência à classificação.

Como cada face traduz um critério de classificação.

As dez faces coloridas do VariClass representam os grupos de evidência que sustentam a classificação de uma variante segundo os critérios ACMG/AMP:

  1. Variant Type. Critérios relacionados a variantes truncantes em genes cujo mecanismo de doença é perda de função (PVS1, BP1), além de indels em fase, ou inframe (PM4, BP3).

  2. Códon. Reúne critérios que trazem evidência de patogenicidade a partir da identificação prévia de variantes patogênicas no mesmo códon, envolvendo o mesmo aminoácido (PS1) ou um aminoácido diferente (PM5), geralmente aplicados a variantes missense.

  3. Missense. Critérios exclusivos para variantes missense (PP2, PM1).

  4. Miscelânea. Evidências de natureza distinta que não se encaixam nas demais categorias: variantes em genes de herança autossômica recessiva (PM3), variantes em fase com outra variante patogênica, seja em trans ou em cis (BP2), e variantes sinônimas sem impacto predito em splicing (BP7).

  5. Clínica. Critérios guiados pelo fenótipo observado e/ou descrito na literatura (PS4, PP4, BP5).

  6. In Silico. Evidências a partir de predição computacional (PP3, BP4).

  7. Funcional. Evidências obtidas por ensaios funcionais (PS3, BS3).

  8. Frequência. Evidências de patogenicidade (PM2) e de benignidade (BA1, BS1, BS2) relacionadas à frequência da variante em bancos populacionais de indivíduos saudáveis.

  9. Segregação. Pontuação atribuída conforme a presença (PP1) ou ausência (BS4) de cossegregação do fenótipo com a doença na família.

  10. De Novo. Evidências aplicadas a variantes de novo, sem histórico parental (PS2, PM6).

Cada face resume o essencial de um grupo de evidência, e as peças magnéticas marcam, sobre o próprio objeto, quais grupos de critérios já foram aplicados em cada caso analisado. A face de pontuação bayesiana mostra como esses pesos se somam até a classificação final, e a tag NFC leva ao racional completo por trás de cada critério.

A pergunta que fica é: eu realmente preciso disso?

A resposta está em como a memória funciona. Informação organizada em grupos menores, cada um com uma cor e um propósito claro, é reconhecidamente mais fácil de reter do que uma lista longa de siglas soltas competindo pela mesma atenção. O VariClass usa esse princípio de propósito: cada face resume um grupo de evidência, e cada cor ajuda a associar aquele conjunto de critérios a um contexto específico, até que a aplicação deixe de depender de consulta constante.

O objeto físico, porém, é só uma parte do sistema. A tag NFC leva direto a um manual completo, com resumo dos critérios, observações práticas, artigos relevantes, ferramentas e links organizados em um só lugar, o mesmo conteúdo que hoje está espalhado entre dezenas de abas e resumos separados. Peças magnéticas marcam quais grupos de critérios já foram avaliados, e tudo é registrado em planilha exclusiva usada para classificação final de cada variante, de forma organizada e revisável. Segurar o VariClass na mão não substitui o estudo. Organiza esse estudo de um jeito que a memória absorve com menos esforço, e mantém o conteúdo completo a um toque de distância.

Uma peça feita para durar na sua mesa e no seu raciocínio.

Cada VariClass é produzido individualmente, peça a peça, não em lote industrial. Esta é a primeira edição, dez unidades numeradas à mão. Cor do material e gravação de iniciais estão disponíveis sob encomenda.

R$250 é o valor de lançamento desta primeira edição. Após, o valor do sistema VariClass fica R$300. Frete à parte.

O valor inclui:

  • VariClass (dodecaedro tátil)
  • 12 peças magnéticas
  • Planilha exclusiva em PDF para classificação de variantes
  • Caixa de apresentação
  • Acesso ilimitado ao manual completo pela tag NFC
Quero o meu VariClass

Peças feitas individualmente. Se esta edição esgotar, fale comigo pelo WhatsApp para entrar na lista de espera da próxima.

Outros projetos, a mesma lógica.

O VariClass nasceu de uma necessidade clínica específica, mas a forma de resolver, transformar um conceito técnico complexo em algo que se manuseia e se entende na prática, se repete em outros projetos.

VariClass em detalhe

Face Clínica do VariClass em detalhe
Faces De Novo, Missense e Códon do VariClass
Faces In Silico, Funcional e Segregação do VariClass
Cartão de agradecimento ao lado do VariClass
Cartão de apresentação do VariClass sobre a mesa
VariClass sobre a mesa de trabalho, ao lado do computador
Cartões de agradecimento sendo cortados à mão
Acabamento manual de cada peça da primeira edição

Modelos anatômicos personalizados

Carrossel — modelos anatômicos modelados e impressos a partir de exames de imagem

Desenvolvo também outros produtos e recursos educacionais sob consulta. Fale comigo pelo WhatsApp.

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Projetos sob medida

Além dos projetos que você viu aqui, também desenvolvo peças e recursos personalizados sob encomenda, para uso clínico, educacional ou institucional. Se você tem uma necessidade específica, me conta o que precisa.

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